Nike solicita novos registro de marcas metaverso

A Nike acaba de apresentar uma série de novos pedidos de registro de marcas que comprovam, ainda mais, suas estratégias de investimento no metaverso. Além disso, essa questão aponta para a forma como as grandes empresas estão abordando os registros de marcas para atuarem de forma virtual e sem prejuízos.

Em outubro de 2021, a Nike apresentou uma série de pedidos, ainda pendentes, para algumas de suas marcas mais famosas para uso em vários bens e serviços virtuais nos Estados Unidos, Cingapura, Suíça, México e Canadá. Agora, acaba de apresentar novas solicitações junto ao US Patent and Trademark Office (USPTO), desta vez com projetos da RTKFT, empresa virtual de calçados e moda adquirida em dezembro.

Os novos aplicativos focados em RTKFT expandem as classes de bens e serviços já listados pela empresa. Alguns exemplos das classes solicitadas:

  • 9: Bens virtuais para download
  • 35: Serviços de varejo com produtos virtuais
  • 41: Serviços de entretenimento, ou seja, fornecer on-line calçados virtuais não descarregáveis, vestuário, chapelaria, óculos, bolsas, mochilas, artes, brinquedos e acessórios para uso em ambientes virtuais

 

Já as solicitações atuais têm foco em marcas, incluindo MNLTH, Loot Pod, Space Pod, PodX e D.A.R.T X, todos utilizados em conjunto com criações RTFKT. A marca MNLTH, por exemplo, está sendo usada para promover tokens não fungíveis (NFTs) vinculados a uma caixa virtual com o logotipo da Nike/RTFKT, enquanto a marca Loot Pod está em conexão com um marble (globo virtual) para a exibição da marca.

 

Entre as novas solicitações de registro da Nike estão as classes:

 

  • 16: Cartas colecionáveis
  • 18: Sacos esportivos, mochilas, sacolas
  • 25: Vestuário em geral
  • 28: Bolas esportivas e brinquedos
  • 40: Fabricação e impressão 3D personalizada para terceiros, além de fabricação física também personalizada de calçados digitais, vestuário, bolsas, mochilas, joias, equipamentos esportivos, desenhos e personagens animados ou não, avatares, arte, brinquedos etc.
  • 42: Fornecimento de software de computador não descarregável para produção, criação automatizada e não de mídia interativa, videoclipes, fotografia, música, dados, efeitos visuais, colecionáveis digitais ou criptográficos associados com NFTs, entre outros.
  • 45: Leasing de conteúdo digital e locação de direitos de reprodução de conteúdo digital, ambos incluindo, mas não limitando a NFTs.

 

Esses novos registros explicam a estratégia da Nike em alavancar o interesse do consumidor nos produtos virtuais da RTFKT. Ao mesmo tempo, aponta para os esforços da empresa em evitar falsificações e proteger os consumidores de NFTs com as marcas.

Com relação à inclusão das classes 40, 42 e 45, nota-se que a intenção é ampliar os aplicativos no metaverso. Ao listar A Nike é um dos primeiros exemplos de uma grande marca se expandindo para classes adicionais de bens e serviços para uso no mundo virtual.

A atuação de Bichara e Motta Advogados nas áreas que envolvem o NFTs, Metaverso, Sports e marcas de luxo já é uma realidade.